O dia em que julguei meu marido

O João cozinha, lava os pratos, estende roupas e etc, mesmo que ele tenha chegado em casa morto de cansado e ainda que eu tenha ficado a tarde inteira em casa.

Ele é daqueles que entende que cuidar de uma casa é demonstrar amor pela família e eu me sinto muito amada por isso.

Em um final de semana, porém, estava eu naquela ansiedade que aparece sem causa. Acontece com você? Eu queria arrumar tudo dentro de casa antes de sairmos.

Nada do que eu estava fazendo era necessário para aquele dia. Mas meus pensamentos eram: “Corre, Priscilla, e faz tudo o que você [NÃO] precisa fazer hoje!”
E o João estava no computador, bem tranquilo.

Olhei pra ele e pensei: “Puxa, ele não me ajuda em NADA!”

Imediatamente, minha visão sobre ele distorceu. Comecei a vê-lo por outro ângulo: o do julgamento.

Nesses minutos, as lembranças do quanto ele demonstrava amor nas pequenas coisas sumiram. E é incrível como somem!

Estabelecer um julgamento qualquer sobre alguém nos faz colocar um óculos muito perigoso. Eles têm lentes com a tendência de interpretar as ações da outra pessoa como erradas, embora não sejam.

Esses óculos nos impedem de perdoar as falhas, de ter compaixão e o pior, de enxergar os pequenos favores, as pequenas atitudes do dia a dia, cheias de amor.

Naquele dia, eu fiz o que aprendi um tempo atrás: parar e perguntar a Deus qual é a verdade sobre o que eu estava pensando. Você já experimentou?

Não demorou muito para eu jogar esses óculos no lixo. Sim, Ele ajuda a jogar fora quantas vezes for preciso.

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